A poucos dias do segundo turno, as propostas de Lula voltaram ao centro do debate eleitoral. Entre os anúncios mais recentes estão benefícios para microempreendedores individuais, auxílio a estudantes universitários e medidas temporárias para conter os preços dos combustíveis. O governo estimou em R$ 25,8 bilhões o impacto das novas ações até 2027.
Uma das principais bandeiras da campanha, o fim da escala de trabalho 6x1 deixou de ser apenas uma promessa: a emenda constitucional foi promulgada pelo Congresso em 16 de outubro. A jornada máxima semanal será reduzida gradualmente, de 44 para 42 horas a partir de dezembro de 2026 e, depois, para 40 horas. A mudança prevê dois dias de descanso por semana e não permite redução salarial.
Outro conjunto de propostas mira os MEIs. O pacote anunciado pelo governo prevê perdão de dívidas tributárias, renegociação de débitos bancários, aumento gradual do limite anual de faturamento e a possibilidade de contratar um segundo funcionário. Também foi apresentado o chamado “Pix MEI”, com repasses de até R$ 5 mil por beneficiário até 2030. Os detalhes e o andamento de cada medida variam, e parte das iniciativas depende de decisões do Congresso e de regulamentação.
Na educação, Lula prometeu ampliar o Pé-de-Meia para estudantes universitários. O desenho divulgado prevê pagamentos mensais de R$ 700 por dez meses, além de um depósito anual de R$ 2.500 que poderia ser resgatado após a conclusão do curso. A proposta contempla estudantes de universidades públicas e bolsistas do Prouni.
O governo também anunciou medidas temporárias para combustíveis em 2026, incluindo desoneração de tributos sobre a gasolina e subsídios para etanol e diesel. Segundo o anúncio, a iniciativa busca reduzir a pressão dos preços e garantir o abastecimento, mas tem caráter temporário.
No plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral, a campanha ainda apresenta propostas para áreas como economia, saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Entre as diretrizes divulgadas estão a ampliação da educação em tempo integral, a criação de um Ministério da Segurança Pública e a redução da jornada de trabalho.
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