A demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, da Polícia Civil de São Paulo está suspensa por decisão judicial. O governador Tarcísio de Freitas havia determinado o desligamento do delegado em 3 de setembro, mas a Justiça suspendeu os efeitos da medida no mesmo dia. Em 30 de setembro, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão provisória.
O processo disciplinar contra Da Cunha envolve uma ocorrência de sequestro registrada em 2020. Segundo a apuração, depois que outros policiais libertaram a vítima e prenderam um suspeito, Da Cunha teria reencenado a operação para gravar imagens e divulgá-las nas redes sociais. Ele reconheceu que a gravação foi encenada, mas afirmou que se tratava de uma reprodução simulada dos fatos.
A defesa questiona a validade do processo administrativo e aponta possíveis falhas no direito de defesa. O governo estadual sustenta que o procedimento seguiu as regras e que a demissão foi motivada pela gravidade dos fatos apurados.
O Tribunal de Justiça ainda não julgou o mérito da ação. Até uma nova decisão, Da Cunha permanece nos quadros da Polícia Civil.
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