Um homem identificado como Silvio Cesar Ferreira de Novaes Alves foi preso em flagrante na quarta-feira, 28 de outubro, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Ele é investigado por se apresentar como delegado da Polícia Civil para deixar postos de combustível sem pagar pelo abastecimento.
De acordo com a investigação, em uma das ocorrências, o suspeito teria abastecido o veículo e, na hora de pagar, afirmado que havia esquecido a carteira na delegacia. Para convencer os funcionários de que voltaria, deixou um celular antigo como garantia. Ele não retornou ao estabelecimento.
O caso foi comunicado à polícia depois que o gerente aguardou o pagamento por 18 dias. Durante as apurações, funcionários de outros postos relataram que uma estratégia semelhante teria sido usada em pelo menos outras duas ocasiões. Os episódios mencionados ocorreram em agosto e setembro, na região da Avenida das Américas.
Prisão e materiais apreendidos
Policiais da 42ª Delegacia de Polícia abordaram o investigado quando ele saía de um condomínio. Segundo a Polícia Civil, ele portava uma pistola calibre .40 na cintura.
Na residência, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça, foram encontrados três carregadores, 35 munições intactas, um distintivo de segurança privada e um coldre.
A investigação apontou que o homem tinha autorização para manter a arma em casa ou no trabalho, mas não para circular armado. A autorização havia sido cassada em julho.
O que diz a investigação
A Polícia Civil havia solicitado a prisão preventiva, mas o pedido foi negado pela Justiça. O mandado de busca e apreensão foi autorizado. A prisão em flagrante ocorreu durante a abordagem, quando, segundo os agentes, o suspeito estava com a arma.
Ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e indiciado por furto mediante fraude. O caso seguiria para audiência de custódia. A polícia também pediu que possíveis vítimas procurem a 42ª DP para registrar ocorrência.
Até as informações divulgadas sobre o caso, não havia manifestação pública da defesa do investigado. As acusações ainda serão analisadas pelas autoridades e não representam, por si só, uma condenação.
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