Olá, meu povo! Meu saravá fraterno para todos.
Vamos começar com uma das energias mais alegres e divertidas da Umbanda: os Erês.
**Erê: a nossa criança**
(Pode ser a criança interior.)
Em todo o Brasil, nos terreiros de Umbanda, comemora-se uma vez por ano a festa de Erê. A alegria é contagiante. As crianças chegam: algumas mais reservadas, observando; outras, mais soltas, sem papas na língua, correndo, conhecendo o local, fazendo amizades, curando nossas mágoas e deixando o ambiente mais leve. Elas não têm medo de arriscar, pular, brincar, cair e correr.
Todo mundo que já foi a uma festa de Erê sai de lá diferente. Sai mais leve e, às vezes, um pouco sujo, porque isso também faz parte da diversão.
Eles trazem a certeza de que, não importa a idade, ainda dá tempo de ser feliz e voltar a ser criança — aquela de 5, 6 e 7 anos, sem maldade, que só quer brincar.
O Erê não é só bagunça: é doce, é a energia da criança que vem nos ensinar a curar.
Eles nos permitem sentir sem ter vergonha. O adulto tem vergonha de chorar e de rir alto, e eles vêm nos dar permissão para sermos vulneráveis de novo. A vulnerabilidade é o começo da cura. Para a mente ansiosa, que quer controlar tudo, eles ensinam o nosso cérebro a sair do modo de ameaça e entrar no modo de segurança afetiva.
Erê resgata a alegria como remédio nos dias de hoje, em que falta alegria nas coisas simples: um pirulito, estar com os amigos, uma boa gargalhada. Eles nos lembram que a felicidade não precisa de grandes motivos.
Não importa quão simples seja o que você está fazendo para melhorar o seu dia a dia; o importante é fazer. Não importa o que seja: comer um doce ou fazer uma meditação guiada.
Vamos praticar e fortalecer a nossa criança e o nosso Ori (cabeça).
Feche os olhos por 2 minutos e pergunte:
“O que a minha criança precisava ou precisa hoje?”
Essa energia está dentro de você e precisa ser alimentada com boas vibrações.
“Você está seguro.”
“Você consegue tudo aquilo que quiser. Não desista.”
“Eu tenho orgulho de você.”
Com isso, também estamos firmando o nosso Ori (cabeça). Não é só com vela, mas também com afirmações, certezas, palavras e pensamentos positivos. Assim, a energia das crianças ganha mais força para nos ajudar no dia a dia.
Salve a alegria dos Erês, que nos ensinam que ser feliz dá trabalho, mas que ser criança de novo, nem que seja por 5 minutos por dia, cura a alma, alegra o coração e melhora o humor.
**ONI BEJADA**
**Dica:**
Se você perceber que a tristeza ou a ansiedade não passa, ou que a sua criança está gritando muito alto e incomodando você, procure ajuda. Converse com seu pai de santo, mas também mantenha suas terapias em dia.
Uma coisa cuida do seu espiritual; a outra, do seu psicológico. Os dois juntos te fortalecem.
No nosso Instituto Pai Joaquim das Cachoeiras, fazemos uma vez por ano a festa de Erê. Este ano, fizemos um saquinho de doces, além do bolo, algodão-doce, brinquedo e frutas. O que não faltou foi muita alegria, diversão e risadas!
Que nunca falte alegria para todos nós.
Axé.
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