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ELEIÇÃO PROVOCA TOMBO HISTÓRICO NA BOLSA, E MERCADO BUSCA ACOMODAÇÃO

No primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa caiu 13,88%, e o dólar subiu 8,21%, fechando a R$ 5,40. Nesta terça-feira, a Bolsa ensaiou uma recuperação moderada e o dólar recuou parcialmente, mas os investidores continuam atentos aos próximos sinais sobre a condução da economia.

ELEIÇÃO PROVOCA TOMBO HISTÓRICO NA BOLSA, E MERCADO BUSCA ACOMODAÇÃO

O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte volatilidade ao resultado das eleições. Na segunda-feira, 26 de outubro, o Ibovespa recuou 13,88%, fechando aos 176.608 pontos. A queda levou a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de baixa acentuada.

No câmbio, o dólar comercial avançou 8,21% e encerrou o dia cotado a R$ 5,40. Foi uma das maiores altas diárias da moeda em décadas. O movimento refletiu a revisão de posições de investidores que apostavam em outro resultado eleitoral e a preocupação com os próximos passos da política fiscal.

Nesta terça-feira, 27 de outubro, a Bolsa abriu em alta, mas passou a oscilar perto da estabilidade. O dólar também recuou parcialmente após a disparada do dia anterior. A movimentação indica uma tentativa de acomodação, embora ainda haja cautela entre os investidores.

EXPECTATIVA SOBRE A ECONOMIA

Agora, o mercado acompanha as sinalizações do governo sobre controle dos gastos públicos, trajetória da dívida, equipe econômica e medidas para os próximos anos. Essas decisões podem influenciar a confiança dos investidores, os juros, o câmbio e o desempenho das empresas brasileiras.

A forte reação do primeiro pregão não define, sozinha, o rumo da economia. Nos próximos dias, a Bolsa e o dólar devem continuar sensíveis às decisões políticas e às expectativas sobre a política econômica.