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El Niño pode intensificar extremos no Brasil; Sul monitora cheias e centro-norte, seca e fogo

oletim de órgãos federais indica 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro. A tendência é de mais chuva no Sul e condições mais secas e quentes em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os efeitos variam de estado para estado e devem ser acompanhados pelos alertas oficiais.

El Niño pode intensificar extremos no Brasil; Sul monitora cheias e centro-norte, seca e fogo

O El Niño segue em intensificação. O fenômeno, causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, altera a circulação atmosférica e pode mudar os padrões de chuva e temperatura. Segundo o Painel El Niño, elaborado por instituições como INMET, INPE e Cemaden, há 95% de probabilidade de o evento alcançar intensidade muito forte no trimestre de outubro a dezembro e persistir pelo menos até o início de 2027.

No Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão entre os estados que devem acompanhar o risco de chuva acima da média e de elevação dos rios. O boletim já registra inundações recentes no Vale do Taquari e nas bacias dos rios Caí e Uruguai, no Rio Grande do Sul, além de ocorrências em municípios catarinenses. Chuvas intensas podem provocar alagamentos e cheias, sobretudo em áreas vulneráveis.

No Norte, Amazonas, Roraima, Acre, Amapá e áreas do Pará podem enfrentar calor e chuvas abaixo da média, aumentando a preocupação com seca, queimadas, abastecimento de água e navegação fluvial. O Cemaden apontou municípios em seca severa ou extrema, com destaque para Amazonas, Amapá e Roraima.

No Nordeste, a situação também tende a ser desigual. Bahia, Alagoas e Sergipe aparecem entre os estados com municípios em seca extrema nos dados parciais de setembro. A redução das chuvas e as temperaturas elevadas podem pressionar reservatórios, agricultura e abastecimento, embora a previsão sazonal indique chuva acima da média em partes do leste nordestino.

No Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal devem monitorar calor, irregularidade das chuvas e risco de fogo. Em outubro, a previsão do INMET apontou chuva abaixo da média em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, além de algumas áreas de Mato Grosso do Sul. A irregularidade pode afetar a umidade do solo e o início do plantio.

No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem com possibilidade de chuva acima da média em áreas da previsão de outubro. Já Minas Gerais e Espírito Santo podem ter volumes abaixo da média no mês, com distribuição irregular. Por isso, o risco não será igual em todo o estado: episódios de chuva forte podem causar alagamentos localizados, enquanto períodos secos e quentes podem aumentar a pressão sobre água e agricultura.

As previsões climáticas indicam tendências para períodos e regiões, não garantem que um desastre vá acontecer em determinado município. A orientação é acompanhar os avisos meteorológicos e da Defesa Civil. Para receber alertas nacionais, é possível enviar o CEP por SMS para 40199.