Deolane Bezerra completa nesta quarta-feira (21) 153 dias presa, desde a detenção em 21 de maio, durante a Operação Vérnix. Ela está na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, e responde a processo por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público em junho, tornando Deolane ré. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e atribui à influenciadora participação no núcleo financeiro. As acusações ainda serão analisadas no processo. A defesa nega que ela integre organização criminosa e afirma que seus rendimentos têm origem lícita.
O próximo julgamento está marcado para terça-feira (27), às 13h30, no Tribunal de Justiça de São Paulo. A 16ª Câmara de Direito Criminal analisará um novo pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados, que buscam a liberdade da influenciadora. A defesa também questiona qual Justiça deve conduzir o caso e pede a anulação de decisões anteriores.
A sessão de 27 de outubro não é o julgamento final das acusações. O tribunal decidirá sobre o pedido de liberdade e os argumentos apresentados no habeas corpus. Em junho, o STJ negou outro pedido, e em agosto a Justiça paulista manteve a prisão preventiva após reavaliar a medida.
A defesa sustenta que a prisão é desnecessária e desproporcional. Já o Ministério Público pediu que a detenção fosse mantida, alegando risco de novos crimes financeiros caso Deolane fosse solta.
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