Daniel Vorcaro continua preso preventivamente na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal. Em 29 de outubro, sua defesa apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma perícia particular sobre o celular apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025. Segundo o documento contratado pelos advogados, 657 arquivos teriam sido modificados e outros 436 criados após a apreensão.
A defesa afirma que os registros levantam dúvidas sobre a preservação e a integridade dos dados. Por isso, pediu acesso aos arquivos originais e voltou a sustentar que Vorcaro deve responder em liberdade enquanto a análise do material é aprofundada. As conclusões são de uma perícia particular e ainda precisam ser examinadas pelas autoridades.
O pedido de soltura já havia sido apresentado ao STF em setembro. Em outubro, os advogados solicitaram ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que autorizasse o ministro André Mendonça a analisar o requerimento. Em decisão de 29 de outubro, Fachin manteve temporariamente os procedimentos da Operação Compliance Zero sob a gestão da Presidência do tribunal. Até as últimas informações disponíveis em 31 de outubro, não havia decisão concedendo a liberdade.
Vorcaro nega ter cometido fraude. Em depoimento à Polícia Federal, afirmou que a investigação deveria ser arquivada. A Polícia Federal, por sua vez, concluiu um inquérito e o indiciou, junto com outros investigados, por suspeitas relacionadas a operações do Banco Master. O indiciamento é uma conclusão policial e não equivale a condenação.
A decisão sobre a liberdade caberá ao Supremo. Até lá, Vorcaro permanece preso preventivamente, e as alegações da defesa sobre o celular seguem pendentes de avaliação judicial.
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