No início, Flávio levantou questionamentos sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Lula respondeu que o caso deve ser apurado e cobrou explicações de Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, que, segundo o debate, seria destinado a um filme sobre Jair Bolsonaro. As acusações foram apresentadas pelos candidatos durante o confronto.
A segurança pública foi outro dos principais temas. Flávio defendeu medidas mais duras contra facções criminosas e apresentou a proposta de ampliar o uso de câmeras de monitoramento. Lula falou em aprovar a PEC da Segurança e criar um ministério para coordenar ações entre o governo federal, estados e municípios.
Na saúde, Flávio propôs levar ao SUS um modelo que chamou de “Padrão Einstein”, com prontuário eletrônico integrado e consultas por telemedicina. Lula defendeu a ampliação do Mais Médicos, a oferta de medicamentos de uso contínuo e ações para acelerar diagnósticos de câncer.
A economia e o custo de vida também entraram na discussão. Flávio prometeu reduzir os juros e apresentou propostas para renegociação de dívidas. Lula citou programas de renegociação e medidas de apoio a microempreendedores, além de defender a distribuição de renda.
Os candidatos ainda discutiram o fim da escala de trabalho 6x1. Flávio explicou sua mudança de posição sobre o tema, enquanto Lula questionou o histórico do senador em pautas trabalhistas. Na avaliação publicada após o debate, a Folha apontou que o embate foi intenso, mas trouxe poucas respostas para eleitores indecisos sobre como cada candidato pretende governar. O próximo debate está previsto para sexta-feira (23), na TV Globo.
← VOLTAR À COLUNA
