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Aluno de 16 anos relata perseguição política em escola do Gama (Cidade Satélite de Brasília); denúncia ainda não tem conclusão oficial

O estudante afirma que passou a sofrer retaliações depois de expressar apoio a Flávio Bolsonaro e questionar manifestações partidárias em sala de aula. A direção e um deputado do PT contestam a acusação. A Secretaria de Educação do DF ainda não divulgou o resultado de uma apuração.

Aluno de 16 anos relata perseguição política em escola do Gama (Cidade Satélite de Brasília); denúncia ainda não tem conclusão oficial

Um estudante de 16 anos do Centro Educacional 6 do Gama, no Distrito Federal, afirma que precisou deixar a escola após conflitos que, segundo ele, começaram por divergências políticas com uma professora e integrantes da direção. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e levou parlamentares a irem à unidade de ensino.

No relato divulgado pelo estudante, ele diz que pediu à professora que não defendesse um partido durante a aula. Afirma também que, ao procurar a direção, ouviu do diretor em exercício que ele era petista. Essas declarações fazem parte da versão do aluno e não foram confirmadas de forma independente nos posicionamentos públicos sobre o caso.

A deputada distrital eleita Estéfane Sampaio, do Republicanos, afirmou que o jovem teria sido perseguido por manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. Em vídeo publicado por ela, são mencionadas supostas faltas injustificadas, advertências e ocasiões em que a professora teria ignorado pedidos do estudante para ir ao banheiro. As alegações ainda não tiveram conclusão oficial.

A ida da parlamentar à escola terminou em uma discussão com gestores da unidade. Estéfane pediu a transferência do aluno e afirmou que conseguiu encaminhá-la. O deputado distrital Gabriel Magno, do PT, apresentou outra versão: disse que não houve perseguição e que a família já buscava a transferência pelos procedimentos administrativos. Ele também criticou a forma como a parlamentar abordou o caso na escola.

Em 14 de outubro, a governadora Celina Leão afirmou ter solicitado à Secretaria de Educação do Distrito Federal que apurasse a denúncia. Até a publicação mais recente consultada, a pasta ainda não havia divulgado um posicionamento conclusivo.

A filiação ou preferência política de qualquer profissional, por si só, não comprova perseguição. Para esclarecer o caso, a apuração precisa verificar os registros de frequência e advertências, ouvir o estudante, a família, a professora e a direção, além de esclarecer como e por que a transferência foi solicitada. Como o aluno é menor de idade, sua identidade deve ser preservada.